Minas Gerais completou 300 anos

Minas Gerais completou 300 anos com parte da história preservada em mais de 400 museus. Entre as peças que compõem a memória do estado está a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, do início do século XVIII, entalhada em madeira antes mesmo da criação da capitania mineira, registrada em 1720.

Nossa Senhora da Boa Morte, autoria desconhecida, início do século XVIII  — Foto: Secult/Divulgação

Nossa Senhora da Boa Morte, autoria desconhecida, início do século XVIII — Foto: Secult/Divulgação

A obra, uma das mais antigas de Minas, pode ser observada de perto na coleção Geraldo Parreiras, no Museu Mineiro, que fica no bairro Funcionários, em Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), a maior parte dos museus está concentrada Região Central, onde está a capital mineira. Só nessa área, existem 139 registrados no Sistema Estadual de Museus.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Raio X dos museus em Minas. — Foto: Infografia do G1

Raio X dos museus em Minas. — Foto: Infografia do G1

“Os museus têm muito a revelar sobre os acontecimentos políticos, sociais e econômicos que ocorreram em diversos períodos da história. Esses acervos retratam os momentos pelos quais passamos”, disse a museóloga e professora do Departamento de Teoria e Gestão da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Ana Paula Soares Pacheco.

De acordo com a Secult, ainda não há estudos que comprovem qual o prédio de museu mais antigo de Minas Gerais. O de maior acervo, no entanto, está em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. Segundo a pasta, há 45 mil itens cadastrados no Museu Mariano Procópio.

Museu Mariano Procópio em Juiz de Fora — Foto: Fellype Alberto/G1

Museu Mariano Procópio em Juiz de Fora — Foto: Fellype Alberto/G1https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Museus no estado

A superintendente de Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais da Secult, Milena Pedrosa, reforça que os museus “guardam a nossa história, além da arte e cultura, através do acervo”.

Dos 437 museus distribuídos em todo o estado, só sete são administrados pelo governo estadual: Museu do Crédito Real (Juiz de Fora), Museu Casa Guignard (Ouro Preto), Museu Casa Guimarães Rosa (Cordisburgo), Museu Casa Alphonsus de Guimaraens (Mariana); além de Centro de Arte Popular, Museu dos Militares Mineiros e Museu Mineiro, em Belo Horizonte. Os espaços sob gestão da Secult foram reabertos à visitação no dia 3 de novembro.

O Sistema, segundo Milena Pedrosa, é responsável por organizar a rede, além de oferecer dados de assessoria técnica e capacitação. A lista com os endereços de todos os museus pode ser consultada no site.

Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte — Foto: Raquel Freitas/G1

Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte — Foto: Raquel Freitas/G1

Em Belo Horizonte, um decreto que liberou o retorno dos museus e das galerias de arte foi publicado em outubro.

O Museu Abílio Barreto, no bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul, é a única construção que permanece de pé desde a época em que Belo Horizonte era o arraial Curral Del Rey. A informação é da prefeitura da cidade. A casa foi construída em 1823 por Cândido Lúcio da Silveira, dono da Fazenda do Leitão.https://8ea90be702eef855b0138a130bbdf59e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Circuito Cultural Liberdade, que até pouco tempo era gerenciado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), passou a ser vinculado à Secult. Parte dele já foi reaberta à visitação.

 

Via: Lagoa da Pampulha



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